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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Restrição das sacolinhas plásticas divide opinião da população e de especialistas em São Paulo

No dia 4 de abril, entrou em vigor a lei 15.374 que restringe a distribuição e/ou comercialização de sacolinhas plásticas nos estabelecimentos comerciais de São Paulo.

Inicialmente, o projeto valia apenas para a cidade de São Paulo em um acordo entre a Associação Paulista de Supermercados (APAS) e o Governo Municipal, porém alguns estabelecimentos em outras partes do Estado já adotam esta mesma medida. Para o estudante de Publicidade da Universidade Nove de Julho, Bruno, o projeto de restrição das sacolinhas plásticas deveria contemplar outras alternativas e não apenas retirar de circulação as sacolinhas.



Apesar da restrição, alguns supermercados disponibilizam sacolinhas biodegradáveis, entretanto, é cobrado um valor que pode variar de R$ 0,19 a R$ 1,00 por sacolinhas. O também estudante de Publicidade da Uninove, Queirozi, criticou o método como estas "alternativas" são disponibilizadas.


A gestora ambiental, Carla Marinho que trabalha para uma Organização não governamental que luta pela preservação de rios, represas e lagos aponta que a restrição da distribuição de sacolinhas plásticas traz uma série de vantagens/benefícios tanto ao meio ambiente, quanto ao consumidor.

Obras para o mundial estão atrasadas


Logo Oficial da competição a ser realizada em 2014 no Brasil  Foto:flickr.com

Logo oficial da competição a ser realizada no Brasil - 
Fonte: Flickr.com
Dos doze estádios que serão utilizados no mundial, pelo menos um terço deles está com o cronograma atrasado.

Desde que o Brasil foi eleito sede para o mundial, uma dúvida foi levantada, se  o nosso país é capaz de receber um evento de tão grande porte, já que após cinco anos, alguns estádios estão com suas obras atrasadas para o evento e faltando quase dois anos para a competição, o Jornal Universitário Independente traz uma análise sobre como andam as obras para a Copa do Mundo no Brasil.

Segundo o jornalista Leonardo Bertozzi do canal ESPN, será muito difícil a Copa deixar algum legado, a não ser as contas a pagar  que sairão, do bolso da população. "O principal legado da Copa do Mundo será uma grande conta para pagar, enquanto, a FIFA embolsa os lucros do mundial", afirmou Bertozzi.

Além do legado que o mundial pode deixar ou não para o país, a grande  questão é o que vai acontecer com os estádios, onde, o futebol não é muito tradicional. Brasília, uma das sedes do Mundial, por exemplo, receberá sete jogos da competição.

Porém, a pergunta que fica é: Mas após o fim da competição, o que se fará? Haja vista que os times de Brasília, não têm tradição futebolística.

Depois de dois anos do Mundial de 2010, a África do Sul sentiu o efeito pós-copa, estádios como o de Porto Elizabeth, última sede da competição internacional, na qual a nossa seleção foi eliminada pela Holanda nas quartas de final, hoje serve para jogos  da segunda divisão do Rúgbi.

No Pan de 2007, foram gastos milhões de reais na construção do Engenhão (estádio que atualmente é administrado pelo Botafogo), entretanto, o estádio é utilizado bem abaixo de seu potencial e inclusive as expectativas de que ele serviria para outras competições, como atletismo, ficou aquém das promessas.

Para finalizarmos, não podemos deixar de fora, o estádio da abertura do mundial, o "Itaquerão", como é conhecido pela torcida.


''Itaquerão'' estádio da abertura do mundial -
Fonte: Flickr.com
No estádio de Itaquera, 35% das obras já foram concluídas, o que anima todos os envolvidos. Quando ficar pronto em dezembro de 2013, a capacidade máxima será de 65 mil lugares para a Copa  e 48 mil lugares para receber os jogos do Corinthians (dono do estádio).

Apesar da análise não ser muito otimista, devemos pensar positivo: Assim devemos esperar que a Copa do Mundo de 2014, não traga apenas problemas, mas também, soluções de infraestrutura. Principalmente com relação à Mobilidade Urbana (leia-se transportes públicos), tal como os sul-africanos, nosso "calcanhar de Aquiles".

Ecofalante propõe debates sobre questões ambientais em São Paulo

Cartaz do evento Ecofalante - 2012 -
Fonte: Flickr.com
A cidade de São Paulo sediou entre os dias 15 e 22 de março, a 1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental com um público de quatro mil pessoas, 40 produções (entre curtas, médias e longas-metragens) expuseram um debate sobre o modelo de matriz enérgica que deve ser adotado por países em desenvolvimento/desenvolvidos, consumo sustentável de água e energia, além de questões de ativismo ambiental, mudanças climáticas e a luta de povos indígenas contra o desmatamento na Amazônia. 

Também ocorreram exibições dos clássicos de gênero ambiental e mostras cinematográficas infantis sobre naturalismo e, por fim, uma homenagem ao ambientalista Adrian Cowell, documentarista falecido em 2011 e que deixou como legado sete mil toneladas de material audiovisual sobre a Amazônia. Para o gestor ambiental da ONG Ecoproteger, Leonardo Pavalli: No Brasil, o espaço concedido pela grande imprensa para que sejam discutidas questões de sustentabilidade e meio ambiente é muito pequeno e produz um debate superficial sobre estas questões.

E também acrescentou que “são iniciativas como a Ecofalante que fazem à diferença e, trazem uma discussão mais aprofundada sobre assuntos de sustentabilidade, proteção da natureza, prudência no consumo de água e energia. Desta forma, contribuindo para a conscientização das pessoas.”. A próxima edição da Ecofalante será em 2013 e o tema principal será Mobilidade Urbana.

De 1987 para frente, o número de conferências internacionais que abordavam questões ambientais, caiu. O Fórum Econômico Mundial, em Davos, ocorrido no ano 2008, talvez seja a conferência mais conhecida atualmente. Contudo, inaugurou-se um período em que as discussões foram pautadas em filmes como o An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente, 2006) dirigido pelo jornalista e político democrata norte-americano Al Gore que concorreu com George Walker Bush, nas eleições de 2000. Outras pequenas iniciativas, também merecem destaque é o caso da Ecofalante que aconteceu na capital paulista, em março deste ano.

Em fins dos anos de 1960, diversas iniciativas que buscavam discutir questões relacionadas ao meio-ambiente ocorreram na Europa. Entre elas: O Clube Roma, uma “conferência” proposta em 1968, com objetivo de elaborar uma cartilha ou relatório que apontassem políticas públicas que protegessem o meio ambiente. A reunião terminaria, em 1972, com publicação do relatório The Limits to Growth (Os limites do crescimento) de autoria da cientista ambiental e professora Donella Meadows.

O relatório concluía que o crescimento econômico sustentável era extremamente necessário mais que fosse feito com intuito de priorizar a conservação do planeta para as futuras gerações. Dali para frente, todas as convenções internacionais (principalmente a de Berna e de Montreal) discutiram como as nações poderiam se desenvolver/crescer economicamente e ao mesmo tempo priorizar as gerações futuras? No final do ano de 1987, é publicado outro documento, o Relatório Brundtland (conhecido por Nosso Futuro Comum) que concedia a sustentabilidade como: “Aquele desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades.”. E traçava algumas diretrizes: dos ecossistemas; Diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis; Controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores; Atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia).

IBAMA promove campanha contra comércio ilegal de animais silvestres


Em 19 de abril deste ano, o IBAMA promoveu uma campanha sobre o tema “Denuncie o comércio ilegal de animais silvestres”, com objetivo de conscientizar os consumidores que adquirem estes animais através do mercado negro (tráfico).

Onça Pintada no Zoologico de São Paulo, após ter sido resgatada de traficantes de animais - foto:Openphoto.net
   Onça Pintada no Zoologico de São Paulo -
Fonte: Flickr.com
Segundo o gestor ambiental, Leonardo Pavalli “os traficantes de animais silvestres capturam animais das regiões do Nordeste e norte do país. Onde a fiscalização e baixa, o território é vasto e não têm agentes suficientes para fiscalizar estes roubos contra a natureza”. Os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo são os principais estados para onde os animais são levados, pois, nestes estados existe um mercado clandestino aquecido e uma demanda muita alta por estas criaturas.

Muitas vezes, os animais silvestres que são retirados da floresta chegam aos estados de destino através de caminhões e ônibus interestaduais para dificultar a fiscalização.  São escondidos em fundos de malas ou caixotes, sem ventilação, e ficam vários dias sem comer e sem beber.

O método como são retirados da natureza e levados para o destino, gera um índice de mortalidade muito grande. Pesquisa do próprio IBAMA, realizada em 2008, estima que de cada 10 animais que são capturados em seu habitat natural e preparados para serem enviados aos estados demandados, nove morram durante o percurso.
Os animais silvestres mais comercializados no mercado clandestino são:

- Papagaios, periquitos, araras, micos, tartarugas, onças e tucanos.

Para sorte, destes animais quando o IBAMA os encontra e dependendo do estado de saúde, das condições ao qual foram submetidos, eles são destinados para centros de tratamento e reabilitação. Quando encontrados em bom estado de saúde, são enviados a zoológicos e locais do gênero na maioria das vezes que tem convênios com os programas de proteção ambiental do Governo Federal ou mesmo com o próprio IBAMA.

“Devemos, seja, enquanto sociedade ou organismos de proteção ambiental combater através de campanhas de conscientização nas ruas, na internet e em horários alternativos da televisão, a questão de se manter animais silvestres em jaulas e em locais errados, fazendo com que estes sofram em decorrência do espaço físico em que estão e vulneráveis a doenças” acrescentou o gestor ambiental da organização não governamental Ecoproteger, Leonardo Pavalli. 

Putin vence eleição presidencial na Rússia




 Vladimir Putin vota na eleição presidencial russa. Candidato conseguiu 63% dos votos Foto: flickr.com
Vladimir Putin vota em eleição presidencial russa. Candidato conseguiu 63% dos votos - Fonte: Flickr.com



No dia 4 de março deste ano, ocorreu na Rússia a eleição presidencial, que decidiu quem governara o país nos próximos oito anos. Vladimir Putin, candidato pelo partido político Rússia unida, conseguiu uma vitoria eleitoral esmagadora, conseguindo angariar 63% dos votos do eleitorado russo.

Com a vitória na eleição deste ano, Putin, que havia sido anteriormente presidente da Rússia durante um período de nove anos (1999-2008), consolida uma vez mais seu poder e fixa o país, política e economicamente como uma das grandes potências mundiais.

Desde sua primeira posse, Vladimir Putin vem colocando a Rússia novamente no cenário político-econômico internacional, fazendo crescer a indústria e o mercado do país, anteriormente estagnados com a dissolução da economia planificada do antigo regime da União Soviética. Priorizando tanto os setores privados e estatais.

Segundo o cientista político Kleber Queiroz, Vladimir Putin, por conta de suas reformas político-econômicas no país, é uma das figuras mais admiradas pela a população russa, que faz com que muitos analistas o considerem um novo tipo de Tzar*, e a sua hegemonia como força política é quase que completa.

Seguindo o crescimento internacional, a Rússia vem entrelaçando alianças e laços econômicos com diversos países de características emergentes, conhecido como o grupo do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Dentro desse grupo o Brasil, nos últimos tempos, tem se mostrado um dos grandes parceiros do país.

As relações entre os dois países são muito fortes nas áreas industrial, siderúrgica, de energia e principalmente alimentícia. A Rússia é um dos grandes exportadores e consumidores de carne suína e bovina nacional.

Conforme afirma Kleber Queiroz, o governo russo investiu, no último ano, algo em torno de US$ 10 bilhões em operações econômicas no Brasil. Apesar deste investimento, não é nada comparado com o investimento da Rússia com os outros países do bloco do BRICS, como o caso da China com um investimento em torno de US$ 24 bilhões.

O Brasil é só um exemplo de como a Rússia com Putin caminha para o domínio e influencia político-econômico internacional. Este caminho está ainda sendo trilhado. 

*Tzar: Título dado aos antigos imperadores da Rússia; o termo foi derivado de César, o imperador romano; o mesmo que czar.

Dólar desvaloriza e preocupa o Banco Central

 
Na Bovespa, investidores acompanham variações no preço do dólar-
Foto: Flickr.com
No dia 16 de março, o dólar viveu o pior momento de negociação dos últimos dois meses. Em um único dia, a moeda desvalorizou 0,177% e seu preço despencou de R$ 1,81 para R$ 1,78. Esta desvalorização da moeda estrangeira frente o real fez com que o Banco Central do Brasil adotasse medidas de controle do fluxo cambial evitando que a moeda norte-americana despencasse em queda livre e impactasse a economia nacional de forma negativa.

“O dólar em queda prejudica a economia nacional (indústria dos calçados, têxtil, agropecuária e até montadoras), à medida que quando barato torna mais atrativo à vinda de produtos do exterior para o Brasil gerando lucros e empregos para empresas/populações de outros e em outros países, enquanto, falência das empresas e desempregos em nosso país”, afirmou Matheus Fernandes, professor de ciências econômicas da Universidade Paulista (UNIP).

Entre as medidas apresentadas a presidente Dilma Rousseff e pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Tombini (Banco Central), objetivando conter estas variações da moeda externa no cenário interno. Estavam:

1 – Elevação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 4% à aplicação dos estrangeiros sobre a renda fixa no país.

2 – Imposição de um depósito compulsório de 60% sobre as transações financeiras das instituições bancárias que excederem trilhões bilhões de dólares.

3 – Compra pelo Governo (via Banco Central) dos dólares estacionados no mercado financeiro com emissões de títulos da dívida pública que são comprados pelos investidores e cujo pagamento é depositado nas reservas, para com isto conseguir retirar o máximo de dólares de circulação e assim equilibrar o preço da moeda.

Outra medida idealizada pelo Banco Central foi de controlar o fluxo de dólares que entram no país, igualando, com o que sai. Fernandes exemplificou qual é o objetivo desta iniciativa “quando o fluxo da moeda estrangeira que entra no país é igual ao que sai, o dólar valoriza. Já quando o fluxo que entra é superior ao que sai ou o que sai é muito maior do o que entra, o dólar desvaloriza. E obviamente, torna-se um perigo para a economia local”.

Muitos brasileiros que investem em fundos de renda fixa (CDB, Poupança e Hiperfundo) ficaram preocupados com as medidas de taxação sobre operações financeiras. O professor de economia da UNIP, Matheus Fernandes, explicou que “fundos de renda fixa institucional não serão taxados acima da estipulada na tabela” e finaliza “não há motivos para taxá-los, pois, não se convertem em moeda estrangeira, logo, não saem do país para fortalecer o cenário externo”.

Fernandes também disse que “o cenário ideal para o país seria um dólar valorizado no médio prazo, que garantisse a atratividade e competitividade do produto industrializado nacional, frente, ao importado”. E finalizou afirmando que “mesmo com a atual instabilidade e o dólar valorizado, não podemos esquecer que, no final de fevereiro de 2012, o dólar beirava a casa dos R$ 1,85 e no meio de março já estava valendo R$ 1,78, ou seja, o Banco Central e o Governo devem sim adotar medidas de controle do fluxo externo para garantir, o mínimo de estabilidade no preço da moeda negociada aqui”.

Justiça do Rio Grande do Sul retira símbolos religiosos



Retirada de crucifixos causou repúdio por parte
de grupos religiosos - Fonte: Flickr.com
Em 6 de março deste ano, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) aprovou a pedido da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL-RS) e de diversas entidades nacionais a retirada de crucifixos e quaisquer símbolos religiosos de prédios e do espaço público do Judiciário do Estado.

Segunda a justiça gaúcha, a presença de símbolos religiosos nos fóruns e na sede do Judiciário vão contra os princípios de um Estado laico e secular, que não sofre influência de Igrejas e de outras entidades religiosas.

A aprovação de lei causou grande alvoroço na sociedade e em diversos grupos e meios religiosos no Rio Grande do Sul e em todo Brasil. Para Antonio Tadeu, membro e representante da 1ª Igreja Batista da Lapa, tais medidas adotadas tem como objetivo descristianizar a sociedade brasileira como um todo, eliminando qualquer rastro e simbolismo da religião cristã.

A retirada de símbolos religiosos do Judiciário gaúcho é algo inédito no país, que possui em seu histórico leis semelhantes e que se encontram estagnadas sem aprovação das autoridades de cada região. Segundo o cientista político Kleber Queiroz, a forças das entidades religiosas são muito fortes no Brasil, e muitas vezes tais entidades se sobrepõe ao Estado, eliminando todas as tentativas de laicização e secularização.

Conforme afirma Queiroz, o consenso da sociedade civil em relação aos diversos grupos religiosos é muito forte tendo em vista a grande religiosidade da população brasileira em geral.