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sexta-feira, 11 de maio de 2012

IBAMA promove campanha contra comércio ilegal de animais silvestres


Em 19 de abril deste ano, o IBAMA promoveu uma campanha sobre o tema “Denuncie o comércio ilegal de animais silvestres”, com objetivo de conscientizar os consumidores que adquirem estes animais através do mercado negro (tráfico).

Onça Pintada no Zoologico de São Paulo, após ter sido resgatada de traficantes de animais - foto:Openphoto.net
   Onça Pintada no Zoologico de São Paulo -
Fonte: Flickr.com
Segundo o gestor ambiental, Leonardo Pavalli “os traficantes de animais silvestres capturam animais das regiões do Nordeste e norte do país. Onde a fiscalização e baixa, o território é vasto e não têm agentes suficientes para fiscalizar estes roubos contra a natureza”. Os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo são os principais estados para onde os animais são levados, pois, nestes estados existe um mercado clandestino aquecido e uma demanda muita alta por estas criaturas.

Muitas vezes, os animais silvestres que são retirados da floresta chegam aos estados de destino através de caminhões e ônibus interestaduais para dificultar a fiscalização.  São escondidos em fundos de malas ou caixotes, sem ventilação, e ficam vários dias sem comer e sem beber.

O método como são retirados da natureza e levados para o destino, gera um índice de mortalidade muito grande. Pesquisa do próprio IBAMA, realizada em 2008, estima que de cada 10 animais que são capturados em seu habitat natural e preparados para serem enviados aos estados demandados, nove morram durante o percurso.
Os animais silvestres mais comercializados no mercado clandestino são:

- Papagaios, periquitos, araras, micos, tartarugas, onças e tucanos.

Para sorte, destes animais quando o IBAMA os encontra e dependendo do estado de saúde, das condições ao qual foram submetidos, eles são destinados para centros de tratamento e reabilitação. Quando encontrados em bom estado de saúde, são enviados a zoológicos e locais do gênero na maioria das vezes que tem convênios com os programas de proteção ambiental do Governo Federal ou mesmo com o próprio IBAMA.

“Devemos, seja, enquanto sociedade ou organismos de proteção ambiental combater através de campanhas de conscientização nas ruas, na internet e em horários alternativos da televisão, a questão de se manter animais silvestres em jaulas e em locais errados, fazendo com que estes sofram em decorrência do espaço físico em que estão e vulneráveis a doenças” acrescentou o gestor ambiental da organização não governamental Ecoproteger, Leonardo Pavalli. 

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