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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Dólar desvaloriza e preocupa o Banco Central

 
Na Bovespa, investidores acompanham variações no preço do dólar-
Foto: Flickr.com
No dia 16 de março, o dólar viveu o pior momento de negociação dos últimos dois meses. Em um único dia, a moeda desvalorizou 0,177% e seu preço despencou de R$ 1,81 para R$ 1,78. Esta desvalorização da moeda estrangeira frente o real fez com que o Banco Central do Brasil adotasse medidas de controle do fluxo cambial evitando que a moeda norte-americana despencasse em queda livre e impactasse a economia nacional de forma negativa.

“O dólar em queda prejudica a economia nacional (indústria dos calçados, têxtil, agropecuária e até montadoras), à medida que quando barato torna mais atrativo à vinda de produtos do exterior para o Brasil gerando lucros e empregos para empresas/populações de outros e em outros países, enquanto, falência das empresas e desempregos em nosso país”, afirmou Matheus Fernandes, professor de ciências econômicas da Universidade Paulista (UNIP).

Entre as medidas apresentadas a presidente Dilma Rousseff e pelos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Alexandre Tombini (Banco Central), objetivando conter estas variações da moeda externa no cenário interno. Estavam:

1 – Elevação do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF) de 2% para 4% à aplicação dos estrangeiros sobre a renda fixa no país.

2 – Imposição de um depósito compulsório de 60% sobre as transações financeiras das instituições bancárias que excederem trilhões bilhões de dólares.

3 – Compra pelo Governo (via Banco Central) dos dólares estacionados no mercado financeiro com emissões de títulos da dívida pública que são comprados pelos investidores e cujo pagamento é depositado nas reservas, para com isto conseguir retirar o máximo de dólares de circulação e assim equilibrar o preço da moeda.

Outra medida idealizada pelo Banco Central foi de controlar o fluxo de dólares que entram no país, igualando, com o que sai. Fernandes exemplificou qual é o objetivo desta iniciativa “quando o fluxo da moeda estrangeira que entra no país é igual ao que sai, o dólar valoriza. Já quando o fluxo que entra é superior ao que sai ou o que sai é muito maior do o que entra, o dólar desvaloriza. E obviamente, torna-se um perigo para a economia local”.

Muitos brasileiros que investem em fundos de renda fixa (CDB, Poupança e Hiperfundo) ficaram preocupados com as medidas de taxação sobre operações financeiras. O professor de economia da UNIP, Matheus Fernandes, explicou que “fundos de renda fixa institucional não serão taxados acima da estipulada na tabela” e finaliza “não há motivos para taxá-los, pois, não se convertem em moeda estrangeira, logo, não saem do país para fortalecer o cenário externo”.

Fernandes também disse que “o cenário ideal para o país seria um dólar valorizado no médio prazo, que garantisse a atratividade e competitividade do produto industrializado nacional, frente, ao importado”. E finalizou afirmando que “mesmo com a atual instabilidade e o dólar valorizado, não podemos esquecer que, no final de fevereiro de 2012, o dólar beirava a casa dos R$ 1,85 e no meio de março já estava valendo R$ 1,78, ou seja, o Banco Central e o Governo devem sim adotar medidas de controle do fluxo externo para garantir, o mínimo de estabilidade no preço da moeda negociada aqui”.

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