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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Ecofalante propõe debates sobre questões ambientais em São Paulo

Cartaz do evento Ecofalante - 2012 -
Fonte: Flickr.com
A cidade de São Paulo sediou entre os dias 15 e 22 de março, a 1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental com um público de quatro mil pessoas, 40 produções (entre curtas, médias e longas-metragens) expuseram um debate sobre o modelo de matriz enérgica que deve ser adotado por países em desenvolvimento/desenvolvidos, consumo sustentável de água e energia, além de questões de ativismo ambiental, mudanças climáticas e a luta de povos indígenas contra o desmatamento na Amazônia. 

Também ocorreram exibições dos clássicos de gênero ambiental e mostras cinematográficas infantis sobre naturalismo e, por fim, uma homenagem ao ambientalista Adrian Cowell, documentarista falecido em 2011 e que deixou como legado sete mil toneladas de material audiovisual sobre a Amazônia. Para o gestor ambiental da ONG Ecoproteger, Leonardo Pavalli: No Brasil, o espaço concedido pela grande imprensa para que sejam discutidas questões de sustentabilidade e meio ambiente é muito pequeno e produz um debate superficial sobre estas questões.

E também acrescentou que “são iniciativas como a Ecofalante que fazem à diferença e, trazem uma discussão mais aprofundada sobre assuntos de sustentabilidade, proteção da natureza, prudência no consumo de água e energia. Desta forma, contribuindo para a conscientização das pessoas.”. A próxima edição da Ecofalante será em 2013 e o tema principal será Mobilidade Urbana.

De 1987 para frente, o número de conferências internacionais que abordavam questões ambientais, caiu. O Fórum Econômico Mundial, em Davos, ocorrido no ano 2008, talvez seja a conferência mais conhecida atualmente. Contudo, inaugurou-se um período em que as discussões foram pautadas em filmes como o An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente, 2006) dirigido pelo jornalista e político democrata norte-americano Al Gore que concorreu com George Walker Bush, nas eleições de 2000. Outras pequenas iniciativas, também merecem destaque é o caso da Ecofalante que aconteceu na capital paulista, em março deste ano.

Em fins dos anos de 1960, diversas iniciativas que buscavam discutir questões relacionadas ao meio-ambiente ocorreram na Europa. Entre elas: O Clube Roma, uma “conferência” proposta em 1968, com objetivo de elaborar uma cartilha ou relatório que apontassem políticas públicas que protegessem o meio ambiente. A reunião terminaria, em 1972, com publicação do relatório The Limits to Growth (Os limites do crescimento) de autoria da cientista ambiental e professora Donella Meadows.

O relatório concluía que o crescimento econômico sustentável era extremamente necessário mais que fosse feito com intuito de priorizar a conservação do planeta para as futuras gerações. Dali para frente, todas as convenções internacionais (principalmente a de Berna e de Montreal) discutiram como as nações poderiam se desenvolver/crescer economicamente e ao mesmo tempo priorizar as gerações futuras? No final do ano de 1987, é publicado outro documento, o Relatório Brundtland (conhecido por Nosso Futuro Comum) que concedia a sustentabilidade como: “Aquele desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades.”. E traçava algumas diretrizes: dos ecossistemas; Diminuição do consumo de energia e desenvolvimento de tecnologias com uso de fontes energéticas renováveis; Controle da urbanização desordenada e integração entre campo e cidades menores; Atendimento das necessidades básicas (saúde, escola, moradia).

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